Infinito Particular

"O mundo é portátil Pra quem não tem nada a esconder"

quinta-feira, setembro 28, 2006


Olá... Sim, tenho andado bem sumida... Contratempos cotidianos...

Ultimamente tenho refletido mais sobre a vida...não necessariamente de forma muito positiva...mas ainda sim há méritos para isso.


Muitas vezes me vejo "pausada" como uma fita cassete ou mesmo Dvd, em outras, descobridora de novos olhares, novos mundos.

Certa vez, chamaram minha atenção para certos posicionamentos que tomamos sem que se perceba. Escolhemos e descartamos pessoas e situações que rotulamos (sem dó, nem piedade) ser boas ou más para a nossa vida. Entretanto, nunca ou quase nunca paramos para refletir porque são boas ou más tais escolhas. Nunca nos colocamos em seus lugares para entender o porquê de serem assim. E quando não fazemos isso, corremos sempre o risco de julgar superficialmente tudo e perdemos uma grande oportunidade de nos depararmos com nossos próprios defeitos. A verdade é que isso muito se assemelha com o corpo: só nos damos conta de que temos braço quando nos cortamos, por exemplo. E só nos lembramos de sermos falhos quando estamos do outro lado: quando a vida e/ou as pessoas nos descartam de certas situações e aí sim, dizemos "sim, tenho defeitos...mas por qual deles fui descartado?".


Talvez se eu tivesse a grandeza de refletir nas minhas escolhas, sofresse menos ou seria mais consciente aos "nãos" que encaramos no dia a dia. Talvez tenha que rever minhas perguntas habituais: invés de "prefiro esse ou aquele?" tentar um "por que não prefiro aquele ao invés desse?".

Trilhar o caminho das diferenças é trabalhoso e muito me amedronta, porém ultimamente tenho o feito sem questionamento se é válido ou não, quando me dou conta - já estou nele. Só depois de longos passos, páro e pergunto: "ainda vale a pena continuar?". Certas manhãs, esbravejo que sim. Outros dias nublados, me autocritico, dizendo que não.

Tenho descoberto muitas faces novas em mim, e atitudes que talvez nunca tivesse coragem de fazê-las. Esse é o único fato ao qual nego qualquer arrependimento, mesmo que não tenha coragem novamente de repetí-lo. Para isso, não há volta - eu sei.


Sigo em frente, enfim...
Espero estar voltada para o horizonte e não de cara para uma parede em minha frente!