Infinito Particular

"O mundo é portátil Pra quem não tem nada a esconder"

terça-feira, abril 25, 2006


Nestes últimos dias, tenho sentido um certo clima de término...seja de fases, mudança de comportamentos ou ainda de relações. Simultaneamente, vivo a expectativa das novidades iminentes...misto de sentimentos contraditórios que contemplo em momentos de reflexão.

Durante muitos anos, fiz planos para o futuro e tentei prever que obstáculos deveriam ser ultrapassados para alcançar desejos e sonhos... Hoje, após verificar que muitos desses obstáculos eram mitos e superar algumas pedras (e pedregulhos! rs) no meu caminho, percebi que a resposta para a felicidade não se apresenta de forma pronta, acabada e fixa (nem se parece com uma receita de bolo também rs rs).

A imagem de felicidade que eu almejava se desfez quando conquistei os principais desejos (ou aqueles que desejei com mais força, sempre). Foi como cruzar a faixa de chegada numa corrida e não saber contemplar ou não se sentir feliz com o troféu em mãos. Eu não precisava de nada daquilo que sempre sonhei para ser feliz de verdade!


Mais uma vez, parto do marco zero e tento voltar a escrever minha estória, de forma mais madura, crescendo novos sonhos para "correr atrás".

Essa sensação de término e novo início é estranha porque se alternam sentimentos de perda e a frescura do "novo". Entretanto, nessa confusão de sensações e nesse turbilhão de pensamentos, me mantenho inalterada na minha essência... a vida vai lapidando somente as arestas de amarguras e decepções adquiridas ao longo do caminho.

quinta-feira, abril 20, 2006


Diariamente realizo grandes trajetos de metrô. Já parou para pensar num transporte coletivo mais engraçado e estranho do que metrô? É...porque se por algum motivo não carregamos algo para leitura, nos deparamos dezenas de minutos observando pessoas nunca antes vistas....É muita falta do que fazer, mas às vezes a gente pára imaginando que tipo de vida, que estórias se escondem por trás de cada rosto daqueles...Uns mais cansados, outros mais distraídos. Mais um dia do cotidiano corrido.

Embora eu esteja falando sobre o metrô hoje, eu estava pensando sobre isso ontem. Hoje à tarde, eu pude ir mais cedo para a faculdade, contemplando esse tempinho meio frio - admirando as lindas paisagens da Urca. Será que no final do semestre vou sentir falta dessas longas viagens diárias? Bom, enquanto me esforço para o término do curso lá na faculdade - vou matando um leão por vez para conseguir concluir. Ontem, felizmente consegui a tão sonhada orientação (da monografia) que precisava e já estava ficando louca. Ufa! Rsrsrsrsrs.

Lembrando de estórias de metrô...me recordei de uma muito boa. Estava eu muito cansada, com aquela cara de arrasada, voltando para casa num temporal daqueles. Depois de fazer a transferência para linha 2 do metrô, num desses vagões lotados por pessoas que fogem do trânsito em dias de chuvas - estava eu contando os minutos para chegar em casa. De repente, ao meu lado- de pé, como eu - um rapaz. Olhando com mais atenção, pude perceber que era o cara mais bem vestido que já vi - com apenas jeans e camiseta. Não sei dizer se a roupa que o vestia ou se era ele que preenchia muito bem aqueles simples trajes - o fato que o garoto se parecia com um desses Deuses Gregos, com olhos e olhar perfeitos. Aqueles dois olhos azuis, mergulhados naquela fisionomia tímida, duas maçãs do rosto róseas que abrigavam um leve sorriso, bem sutil. Segurava uma pasta, olhando para a janela do metrô. Eu na minha insignificante modéstia não iria ficar ali "secando" aquele ser perfeito, era "muita areia para meu caminhãozinho" como diriam meus amiguinhos putões de boemia - então resolvi fazer o mesmo e fitar a janela do metrô.

Quando menos percebi, ele estava olhando para mim - diretamente nos meus olhos. Entre nós estavam 4 passos e um coroa (de seus quarenta anos). Ambos desistimos de fitar as paisagens corridas do metrô e resolvemos nos fitar, um de frente para o outro. Jamais ousaria tentar uma aproximação com aquela aparição - se ele se parecesse com um mortal como eu talvez, então continuei ali naquele jogo de olhares,nem acreditando que pudesse ser euzinha mesmo.Rs. Os minutos passaram e depois da euforia, veio o conformismo: o cara deve estar com os pensamentos em alfa e eu pensando ser para mim - quando de repente, aquela voz do metrô anunciou "Engenho da Rainha", as portas se abriram....o rapaz saiu e em plena estação do metrô, ficou desenhando com os braços um coração e apontando para mim, mandando beijos, me chamando de linda - todo mundo olhando de dentro do metrô e eu pensando:"Filho da puta, não podia ter sido menos tímido e me dado o número do telefone?" - Funcionaria mais ativamente que aquela palhaçada toda com direito a platéia....rsrsrsrsrsrs. Mas tudo bem, da próxima vez, vou ser menos modésta e confiar que um Deus Grego pode se interessar por mim (simples mortal e farrista) e eu darei meu telefone....rsrsrsrsrsrsrsrsrs.



segunda-feira, abril 17, 2006


Huahuahuahuahuahuahuahuahuahuahuahua

Odeio mal-amados!!!!!!
Tudo bem, odiar é um pouquinho pesado. Meu coração não tem espaço para isso... Mas tem coisa mais irritante que um ser mal-amado? Deixarei você, meu ilustríssimo leitor, pensar com carinho até ao término deste singelo texto...

O tempinho frio que está fazendo hoje é sugestivo... hummmm... um edredon, uma boa companhia, um chocolate, um cafuné...

Normalmente, não gosto de planejamentos. E hoje fugi totalmente de qualquer plano (nem aqueles que fazemos para o cotidiano) - adoro quando isso acontece, faz com que me sinta mais livre e menos apegada às responsabilidades. Desculpe-me, professora de "Avaliação", mas eu precisava de uma noite de chuva dessa para fazer coisa alguma! Infelizmente, burlei novamente sua aula.... Eu só precisava "jogar conversa fora"...rs.

Mas voltando aos "mal-amados" de plantão... prefira ser um encalhado simpático do que um "mal-amado" chato querendo ser compreendido. É sério... posso dizer isso porque neste pouco tempo em que estou solteira (diga-se de passagem - solteira por opção) conheci boas e más companhias. OK, admito que foram mais más companhias que boas - no entanto, não deixaram de ser boas tentativas.

O que estraga a maioria deles (desses "rolos", ou "tentativas" - como preferir) - os homens- é esse tal de planejamento: ou são casamenteiros, ou são "galinhas" demais para o paladar feminino. Não há um meio termo que se faça interessar. Antes estar só, feliz e farrista do que mal-amada, mal-comida e amarga. As coisas, tanto boas quanto más, têm sua hora para acontecer. Por isso, se você, que está lendo neste minuto, estiver se sentindo sozinho demais para continuar solteiro - lembre-se que nada é tão ruim que não possa piorar rsrsrs.

Embora eu tenha seguido por caminhos bem diferentes neste meu rascunho de hoje, acaba que todas essas coisas se ligam de certa forma... um alguém com o papo interessante hoje e uma conversa gostosa, aquele que gosta da gente sem que sintamos nada excepcional, aquela "pontinha" de inveja que sentimos de quem possa ter um cobertor de pés e orelhas neste friozinho, só me comprometer quando a alguém "valer a pena"... Infelizmente ou não, irradiamos e precisamos de amor - não necessariamente na mesma sintonia, he he he.

Por mim, chega por hoje.
Comecei inclusive a rascunhar minha monografia.
Veremos que bicho dará.

domingo, abril 16, 2006




Olá.


Me rendi a este subterfúgio tecnológico para transformá-lo em válvula de escape...Sabe como é...essa vida cotidiana cheia de pormenores, alguns deles vale a pena registrar ou comentar, ou apenas desabafar.

Hoje é Páscoa. Embora não tenha premeditado nada para esta data, é um detalhe engraçado criar um blog no mesmo dia que é comemorado a ressurreição de Cristo - mas é apenas uma coincidência.

Às vezes pensamos que as coisas só acontecem conosco...neste fim de semana pude perceber que a mesma estória pode se repetir com outras pessoas... Hoje, sinto-me orgulhosa de ter recém completados oito meses de solteirice, embora o coração relembre vez em quando as dores que vejo dois amigos meus passarem hoje, em plena Páscoa. Esse misto de tristeza e decepção logo passa depois de términos de relacionamento. É natural,como se fossem dores de cicatrização.

Estava passando meu dia como qualquer outro, até que vi o sorriso do meu afilhado. Como é possível aquele sorriso tão lindo e tão sincero? Mesmo depois de ter comido muito chocolate e não ter feito outra coisa a não ser comer o dia inteiro, a melhor mordida que dei hoje foi naquelas bochechas rosas que guardam aquele sorriso fofo e pueril.

Para um subterfúgio tecnológico, até que este espaço tem quê de poético, um quê de humano, um quê de privado (em plena web, que irônico rs),um quê de convite - para dividir meus pensamentos com pessoas que estão no escuro( já que não as enxergo). Mas para primeira experiência, me sinto bem a vontade, bem livre.

Quanto a meus amigos de corações feridos, só o meu "se cuide, o tempo sempre se encarrega disso".